TURISMO: Caminhos do Sertão

É deslumbrante o cenário predominantemente avermelhado desta região, onde o chão de barro racha ao sol, e as margens ressecadas dos rios formam uma imagem inconfundível, com várias placas barrentas em formatos diferenciados. São verdadeiras obras de arte da natureza em resistência ao sol, que teima em castigar.

Espaço da caatinga, a vegetação predominante é formada por plantas secas e sem folhas, onde as espécies que sobrevivem, a exemplo dos cactos espinhosos, são as mais fortes, como a própria população que habita a região. População diferenciada, que supera o descaso dos recursos naturais com uma alegria ingênua. Força de trabalho e hospitalidade são as maiores qualidades desse povo que parece admirar-se de tudo o que vê.

As águas termais de Jorro e o grande morro que está instalado em Monte Santo, ponto com clima diferenciado das outras localidades, são muito procurados por turistas, que buscam as bênçãos da natureza no meio do sertão.  Os pés de xiquexique, flor de jurema, umburana, juazeiro, mandacaru e macambira sobrevivem bem ao clima e ajudam o homem a se manter e alimentar os animais.

                     

                                             SERRINHA

 

O município de Serrinha está localizado na região nordeste da Bahia, a 173 km de Salvador. Cidade tranqüila, destaca-se pela hospitalidade com que recebe seus visitantes. Possui ho

téis, bares e restaurantes para todos os tipos de gostos e, por já estar acostumada a abrigar grandes eventos.

Todos os anos realiza uma tradici

onal festa de São João com

grandes atrações do forró nordestino e com grandes fogueiras. Mas o seu destaques festivo é a Vaquejada de Serrinha. O evento começou em 1967 quando dois vaqueiros, Valdete Carneiro e Neném de Maroto, resolveram criar uma festa que significasse a benção e a confraternização dos vaqueiros da região.

Com o passar do tempo a festa ganhou força e prestígio e os prêmios simbólicos tornaram-se valiosos. A estrutura se desenvolveu e comporta mega-shows com a apresentação de artistas nacionais. Outra festa do calendário da região é o Moto Argola, um evento esportivo este realizado todo mês de Outubro, e que conta com a participação de centenas de motociclistas do estado e do país.

 

                                                   Araci

 

O município foi fundado por José Ferreira, e era conhecido como a cidade do Raso; antes da emancipação, pertenceu à cidade de Serrinha. Araci fica a aproximadamente 210 km de Salvador. Sua área territorial é de aproximadamente 1530 km²; em seu território há os distritos de Nazaré, Lagoa do Curral, Pedra Alta, João Vieira, Várzea da Pedra, Tapuio, Cubiça, Lagoa Escura, Barreiras, Barbosa, Poço Grande, Rufino, Caldeirão, Campo do Eloi, Calderão Novo, Sapé, Campo Grande, Lagoa da Laje, Tinguí.

Originou-se na sede da Fazenda Raso, onde formou-se o povoado em torno de uma capela. A fazenda está localizada no município de Serrinha onde, mais tarde, foi desmembrada de tal município tornando-se um distrito chamado Nossa Senhora da Conceição do Raso.

O município desmembrou-se pelo fato de estar se desenvolvendo na agropecuária e no comércio, podendo assim sustentar suas despesas. Isto ocorreu em 12 de dezembro de 1890. Em 1904, o município passou a se chamar Araci, mas foi extinto em 1931 após decair em seus trabalhos sustentáveis. A partir da extinção, Araci foi novamente anexada a Serrinha. Em 14 de novembro de 1956, Araci foi restaurada e elevada à cidade, separando-se novamente de Serrinha.

Estão entre seus pontos turisticos o Bonfim, a Praça Nossa Senhora da Conceição, a Cachoeira do Inferno, a Praça de Esportes, o Poço Grande, o Pesqueiro Fárias, o Estádio Municipal, o Açude do Maracujá, o Rio da Roda, a Ilha do Amor (situada em Pedra Alta) e o Rio Itapicuru. Um pouco mais de sua história pode ser conhecida no museu e na biblioteca pública da cidade.

 

 

                                                                                              Caldas do Jôrro

 

Um oásis no meio do sertão baiano. Esta seria uma definição bastante apropriada para a bela, versátil e aconchegante Caldas do Jorro, onde, em meio ás árvores baixas e retorcidas da caatinga, brotam do solo, deliciosas e inusitadas, águas termais.

A cidade é bastante pitoresca, e tem entre seus pontos fortes, uma excelente infra-estrutura hoteleira, com estabelecimentos para todos os tipos de gostos e bolsos. Aproveitando a forte indústria de couro da região, o Jorro transformou-se num grande pólo de confecção e distribuição de artigos deste material. Nas quartas, sextas e domingos, dezenas de barracas são montadas para o comércio destes produtos, que incluem, chapéus, calçados, roupas, tapetes e artigos para montaria.

No entanto, os atributos que garantiram fãs e fama ao local, mesclam sua culinária ímpar, á principalmente, suas águas extasiantes. O inverno fornece as melhores condições para este passeio, já que com a significativa queda de temperatura na estação, os banhos, tomados em “bicas” na praça principal da cidade, tornam-se ainda mais prazerosos.

Nas primeiras horas da manhã, antes da refeição no hotel, a grande dica é iniciar o dia com um banho quente estimulante, e logo depois, saborear o delicioso e tradicional mingau caseiro, servido na própria praça. Ainda mais clássico, o bode assado já virou até uma atração turística do lugar. Servido com uma simples “farofinha” de água, e acompanhado de uma à vinagrete bem temperada, o tira-gosto de bode será uma das mais saborosas recordações desta viagem.

 

Conhecer os locais onde se travaram os combates da Guerra de Canudos, trilhando o roteiro das milícias republicanas, e aproveitar a deslumbrante paisagem são algumas das opções para os turistas que visitam a cidade de Canudos, a 410 km de Salvador.

Apesar de ser uma área castigada pela seca, a região tem belezas naturais de bastante destaque. Dentre elas, estão as diversas serras, a vegetação típica e as aves raras. Os visitantes também se encantam com a população, que é bastante hospitaleira e possui características marcantes. Mesmo sendo economicamente pobre, o município possui construções muito respeitadas, como os diversos museus e bibliotecas.

 

                                                                                          Euclides da Cunha

 

Esta cidade tem ligação direta com o episódio de Canudos. Alguns pontos turísticos fazem referência à guerra, como a casa onde se hospedou o major Moreira César, na praça da Bandeira; o painel de azulejos, na praça Duque de Caxias, que retrata a guerra de Canudos; e o acervo do escritor e poeta José Aras, que ocupa uma sala do Educandário Oliveira Brito.

Durante a guerra de Canudos, as forças republicanas permaneceram em acampamentos como se fosse um quartel-general, quando Euclides da Cunha ainda se chamava Cumbe. Hoje, a cidade leva o nome do famoso jornalista-escritor que imortalizou a saga de Antônio Conselheiro, através do clássico "Os Sertões".

Atualmente, ela é a cidade da região que oferece melhor infraestrutura, com diversos tipos de estabelecimentos prontos para atender aos visitantes, como bares, restaurantes e hotéis. A própria feira da cidade, aos sábados, na praça Rui Barbosa, no centro, configura-se numa atração à parte. Como o comércio da cidade é um dos melhores da região, a feira é muito movimentada e dela participam camponeses de várias localidades vizinhas.  

 

                                                                                              

                                                                                                Monte Santo

 

Monte Santo é uma importante cidade do sertão. Situada em local sagrado, na parte mais baixa de um monte, a cidade tem a religiosidade como atrativo mais forte. Peregrinos de todas as partes sobem a serra para pagar promessas, muitas vezes de joelhos e com pedras na cabeça, numa demonstração de fé e abnegação.

Subir a serra, fazendo o Caminho da Santa Cruz, é indispensável para todos que visitam a cidade. O percurso é muito íngreme. A trilha foi construída em pedra e ladeada por uma balaustrada. Ao longo do caminho, de quase 4km, encontram-se 23 capelas, sendo que suas alvenarias chamam atenção por representar os quadros da Via Sacra de Cristo. Aconselha-se utilizar tênis confortáveis e roupas leves para os que não têm costume de fazer longas caminhadas.

A paisagem do alto do monte é belíssima. Dá para avistar toda a cidade, os vales e montanhas que circundam o município. À medida que o visitante vai subindo a serra, o clima vai ficando mais ameno e a brisa no rosto provoca uma sensação de bem-estar e prazer, envoltos pela áurea sagrada da localidade.

 

fonte: bahia.com

 

 

 

                                                                                                          

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